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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Estudo: asteroide não foi único culpado por extinção de dinossauros



Os grandes dinossauros herbívoros já estavam em decadência, ao contrário dos carnívoros, quando um meteorito provocou o desaparecimento de todos esses répteis ao cair na Terra há 65 milhões de anos, indica um estudo publicado nesta terça-feira. "Muita gente acha que a extinção dos dinossauros se deveu a um asteroide que matou todos eles", afirma o paleontólogo do Museu de História Natural de Nova York, Steve Brusatte. "Hoje podemos dizer que, provavelmente, as coisas foram mais complicadas", acrescentou.
Alguns cientistas acreditam que os dinossauros terrestres desapareceram depois que um meteorito atingiu a Terra no período Cretáceo-Terciário. Já o estudo publicado pela Nature Communications se baseia na comparação das estruturas dos esqueletos de 150 espécies diferentes de dinossauros terrestres para ver como mudaram com o tempo. O objetivo era saber se uma espécie declinava ou, ao contrário, estava aumentando suas possibilidades de sobrevivência.
Dessa forma, chegou à conclusão de que os grandes herbívoros com chifres ou bico de pato reduziram sua variedade durante os 12 últimos milhões de ano do Cretáceo. "Estes dinossauros estavam se tornando cada vez mais parecidos uns com os outros, estavam perdendo a variedade. No geral, quando se vê uma redução da anatomia de um tipo, isso quer dizer que o grupo está em dificuldades", assegurou.
Ao contrário, os grupos que aumentam sua variedade têm maiores possibilidades de sobreviver porque podem ocupar novos nichos de habitat ou adaptar-se melhor à mudança, segundo o pesquisador. Até o fim do Cretáceo, os grandes dinossauros herbívoros estavam em decadência, mas os grandes carnívoros e os herbívoros de tamanho médio prosperavam.
"O que se pode dizer com seriedade agora é que, quando o asteroide caiu e começaram as erupções vulcânicas, não atingiram um mundo no qual tudo estava indo bem, um mundo estático", avaliou Brusatte. "Naquela época, os dinossauros, ou pelo menos alguns deles, conheciam importantes mudanças evolutivas e pelo menos esses herbívoros grandes estavam em decadência", concluiu.

Fontes:
  • AFP
  • Terra

domingo, 29 de abril de 2012

Aniversário: 3 anos do Blog Dino World!




No dia 29 de Abril de 2012 o Blog Dino World completa 3 anos de idade!

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Fique atento, que ao longo do tempo, o Blog irá crescer muito mais!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Descoberto maior dinossauro com plumagem

Paleontólogos chineses e canadenses descobriram o fóssil do maior dinossauro com penas encontrado até hoje. O tiranossauro chamado de Yutyrannus huali, que significa" belo tirano com penas", media nove metros e pesava cerca de 1400 quilos. Embora fosse muito menor que oTiranossauro rex, o peso do novo dinossauro era 40 vezes mais elevado do que o maior dinossauro com penas conhecido até hoje, o Beipiaosaurus.

Apesar de contar com penas de 15 centímetros estes dinossauros que viveram na Terra há 125 milhões de anos eram incapazes de voar. Além de serem muito pesados para saírem do chão, havia uma questão aerodinâmica nas penas que impedia o voo. "As penas eram filamentosas eram estruturalmente mais parecidas com cabelos ou cerdas do que as plumas das aves modernas, portanto não formavam superfície aerodinâmica para o voo", disse Corwin Sullivan, paleontólogo canadense que participou do estudo publicado no periódico científico Nature.


Os pesquisadores acreditam que as penas tinham a função de isolamento térmico. "Os grandes animais geralmente conseguem conservar o calor mais facilmente. Eu suspeito que que o Y. huali era um animal de sangue quente para que pudesse se beneficiar deste mecanismo de retenção de calor", disse Sullivan.

A descoberta foi feita a partir da análise de três esqueletos completos do Yutyrannus huali . Até então, paleontólogos só haviam encontrado dinossauros com penas semelhantes à de pássaros com tamanhos semelhantes ao de uma galinha.

O caso do Yutyrannus, cujo corpo era apenas parcialmente coberto com penas, pode refletir uma adaptação a um ambiente frio incomum, afirma o estudo. Ele viveu durante o período Cretáceo Inferior (146 a 100 milhões de anos), que acredita-se tenha sido muito mais frio do que o resto do Cretáceo, 10°C contra 18°C em média.
O estudo revela mais um novo elemento sobre a evolução dos primeiros animais com penas. É possível que a dimensão e a natureza da plumagem "evoluiu de acordo com as mudanças de massa corporal e da temperatura do ambiente", acreditam os pesquisadores.
Pode-se até considerar, de acordo com o estudo, que o Tiranossauro e seus parentes tiveram penas em partes do corpo.

Fonte:
  • IG - Último Segundo / Ciência

sábado, 31 de março de 2012

Hora Do Planeta 2012





O que é?
A Hora do Planeta é um ato simbólico, promovido no mundo todo pela Rede WWF, no qual governos, empresas e a população demonstram a sua preocupação com o aquecimento global, apagando as suas luzes durante sessenta minutos.

Quando?

Sábado, dia 31 de março, das 20h30 às 21h30. Apague as luzes e participe da Hora do Planeta 2012.

Onde?
No mundo todo e na sua cidade, empresa, casa... em 2011, mais de um bilhão de pessoas em todo mundo apagaram as luzes durante a Hora do Planeta.




terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Encontrada tartaruga do tempo dos dinossauros ainda desconhecida

Uma equipe de paleontólogos descobriu em Isona i Conca Dellà (Pallars Jussà, Pre-pirineo de Lleida, Catalunha), os restos fossilizados de uma espécie de tartaruga até agora desconhecida que viveu no tempo dos dinossauros e com eles se extinguiu no final do Cretáceo.

Os investigadores do Instituto Catalão de Paleontologia Miquel Crusafont, do Museu da Conca Dellà e da Universidade Autónoma de Barcelona, responsáveis pelo estudo, batizaram a espécie como Polysternon isonae. O estudo está publicado na revista «Cretaceous Research».


Pre-pirineo de Lleida é uma zona muito rica em fósseis de dinossauros (com 65 e 70 milhões de anos). Por lá já apareceram restos de ossos, ovos e pegadas. O território, hoje montanhoso, era naquela época uma planície costeira aberta ao oceano Atlântico, com um clima tropical quente e uma vegetação abundante onde até se podiam encontrar palmeiras. Crocodilos, peixes e tartarugas estavam entre as numerosas espécies que habitavam este ecossitema.

Embora seja vulgar encontrar restos fósseis de tartarugas, estes consistem apenas em partes isoladas da carapaça. Descrever esta uma nova espécie foi possível pois os investigadores descobriram, durante as campanhas de 2008 e 2009, restos de carapaças bastante completas que preservavam partes do esqueleto inteiror, mostrando rasgos morfológicos.

Até agora conheciam-se duas espécies de tartarugas do género Polysternon, a provinciale e a atlanticum. Estas habitavam na zona que actualmente corresponde ao sul de França e à Península Ibérica. Eram animais adaptados à água doce e viviam nas zonas mais profundas dos rios e dos lagos.

As da espécie agora descrita, a isonae, tinham uma carapaça oval e mediam 50 centímetros de comprimento e 40 de largura. Os seus restos conservaram-se durante milhões de anos num estrato de arenito muito duro. Ao contrário desta tartaruga que se extinguiu com os dinossauros e as outras do mesmo gênero não.

Fonte:
  • Ciência Hoje

Escavações de titanossauro brasileiro estão adiantadas

Com mais de 15 dias de escavações, a equipe de pesquisadores chefiada pelo paleontólogo mariliense, Willian Nava já encontrou mais de 20 ossos do fóssil do titanossauro. Os ossos foram localizados na estrada que dá acesso a Júlio Mesquina a 25 quilômetros da cidade.

Mesmo presa na rocha já é possível visualizar algumas partes da ossada como as vértebras cervicais (do pescoço), costelas de variados tamanhos e ossos da cintura pélvica ou bacia. O paleontólogo da UnB (Universidade de Brasília) Rodrigo Santucci, que também participa das escavações diz que existem outros ossos que ainda não foram identificados.

“Quanto mais escavamos aparecem mais ossos. Até o final do trabalho vamos focar na descoberta das vértebras cervicais e do crânio”, disse.

A ideia é reproduzir os ossos encontrados no local e fazer uma praça para visitação. “O turismo de Marília vai ganhar muito com a descoberta e deve atrair muito mais visitantes para o museu de paleontologia”, disse Willian Nava. As peças originais ficarão no museu.

Essa temporada de escavações foi iniciada no dia 7 de fevereiro com a ajuda de uma máquina pá carregadeira cedida por construtoras da região.

Segundo Nava, o equipamento possibilitou a retirada das mais de duas toneladas de rocha que escondiam a ossada. “A solidez do solo foi um dos motivos que nos fez interromper os trabalhos ano passado”, disse o paleontólogo.

Os trabalhos serão encerrados no próximo dia 29, quando os pesquisadores voltarão para suas atividades acadêmicas em suas respectivas universidades.

Originalmente o animal tinha aproximadamente 300 ossos e a idade da ossada encontrada na região de Marília em 2009 foi estimada em 80 milhões de anos. A descoberta é bastante comemorada pela equipe de pesquisadores.


Fonte:
  • Jornal Diário De Marília

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O caso "Archaeoraptor" Evolucionismo X Criacionismo

Archaeoraptor (Archaeoraptor lianingensis) foi o nome dado a um fóssil forjado e apresentado em um artigo de 1999 da revista National Geographic em um artigo chamado Feathers for T. Rex? de Christopher P Sloan. De acordo com o artigo da National Geographic sobre o Archaeoraptor a história da fraude começa em 1997 na região de Xiasanjiazi, na China, onde agricultores habitualmente escavam poços com o objetivo de achar fósseis para vendê-los a colecionadores, uma prática ilegal que na época era, e ainda é, comum .

Um agricultor encontrou um fóssil raro de uma ave com dentes e o fóssil se quebrou quando estava sendo recolhido. Foi então que, provavelmente, perto dali, o agricultor encontrou um outro fóssil, desta vez de uma cauda e patas traseiras com penas que o agricultor juntou ao pedaços do outro fóssil, criando a partir dos dois fósseis, um fóssil completo que valeria muito mais.

O fóssil foi construído com o corpo de um Yanornis (Yanornis martini), uma ave primitiva, e as pernas e a cauda, com as partes de um Microraptor (Microraptor zaoianus), um pequeno dinossauro terópode com penas.

O fóssil foi vendido em junho de 1998 a um colecionador anônimo e foi contrabandeado para os Estados Unidos. Já por volta do outono de 1998, rumores, circulavam na reunião anual de paleontologia de vertebrados no estado de Utah, de que um novo fóssil muito importante de uma ave primitiva que estaria em mãos de um colecionador que havia sido apresentado, pela primeira vez, num "gem show" em Tucson, Arizona. Em fevereiro de 1999, o museu dos dinossauros, que pertence a Stephen A Czerkas e a sua mulher Sylvia Czerkas, comprou o fóssil por 80.000 dólares. O casal, então, contactou o paleontólogo Phill Currie que, por sua vez, contactou a National Geographic Society. Currie concordou em estudar o fóssil com a condição de que seria devolvido à China.
A National Geographic Society pretendia que o fóssil fosse apresentado nas páginas da revista cientifica "Nature", seguido por uma conferência de imprensa da National Geographic, mas o editor Bill Allen pediu a todos os membros do projeto que o fóssil fosse mantido em segredo, enquanto os Czerka pretendiam que o fóssil fosse a "jóia da coroa" do seu museu dos dinossauros e queriam expô-lo durante cinco anos. Sloan disse que viajou até o estado do Utah para convencer Stephen Czerka a devolver o fóssil à China após ser publicado, caso contrário não o publicaria na revista e Currie não trabalharia nele. O Czerkas concordaram e Currie contactou o instituto de paleontologia de vertebrados e paleoantropologia (IVPP), em Pequim, na China, e a National Geographic trouxe o Dr Xu Xing do IVPP para o Utah para fazer parte da "Equipe Archaeoraptor".
Durante o exame inicial por Phill Currie, em 6 de Março de 1999, já tinha se tornado claro para o pesquisador que o fóssil tinha sido construído colando pedaços de diferentes fósseis e que não havia qualquer ligação entre a cauda e o corpo. E 29 julho de 1999, Currie e o casal Czerka, submeteram o fóssil ao raio X de alta resolução, na universidade do Texas, através do qual foi confirmado que a parte inferior do fóssil, com a cauda e as pernas, não fazia parte do fóssil maior que era relativo ao corpo.

O Dr Timothy Rowe, fundador e coordenador das instalações de raio X de alta resolução da universidade, informou ao casal Czerka que havia a possibilidade do fóssil ser falso. Depois de uma discussão, Rowe e Currie, foram pressionados pelos Czerka para manterem em segredo suas suspeitas. Em setembro, Currie, mandou seu assistente Kevin Aulenback ao museu dos dinossauros para preparar o fóssil para estudá-lo melhor. Aulenback concluiu que o fóssil era "Um espécime composto por pelo menos 3 espécimes...com um máximo... de cinco... espécimes distintos". O casal Czerka negou isso e infelizmente Aulenback apenas avisou Currie que, entretanto, não informou a National Geographic.
Em 20 agosto de 1999, a Nature rejeitou o artigo submetido (que seria de autoria conjunta dos Czerka, Rowe, Xu e Currie), avisando aos Czerka, que recusara a publicação por que, como os Czerka haviam recusado adiar a apresentação do achado, haveria muito pouco tempo para revisão de pares. Apóseste fato, os autores enviaram o artigo para a revista "Science" que também o rejeitou, com dois dos revisores informando que o fóssil tinha sido "contrabandeado da China e comprado ilegalmente" e que também havia sido "adulterado" "para aumentar o seu valor". Sloan disse que os Czerka nunca informaram a National Geographic, e a ele, dos detalhes das duas rejeições e, por isso, o artigo, sobre o Archaeoraptor, acabou sendo realmente publicado na National Geographic, uma ótima revista de divulgação, mas sem nunca ter passado pelo processo de revisão de pares, um requisito fundamental do processo de avaliação científica.
O caso do Archaeoraptor foi, e ainda é, usado por muitos criacionistas para tentar ridicularizar a teoria da evolução e os biólogos e paleontólogos que a ela investigam (que não tiveram nada a ver com a fraude). Muitos criacionistas tentaram alegar que o Archaeoraptor era uma tentativa frustrada de evolucionistas para provar a evolução ou tentaram usá-lo para tentar mostrar que a ciência não funciona e que pode ser facilmente enganada e, por isso, que só a "ciência" da criação funciona. Esta fraude, entretanto, mostra que, de fato, a ciência funciona porque, através de minuciosa pesquisa, a fraude foi descoberta e a espécie de dinossauro, a que pertencia uma das partes do fóssil montado, Microraptor zaoianus, foi confirmada como sendo uma nova descoberta. Estes fatos renderam duas publicações, uma desmascarando a fraude e a outra descrevendo o novo fóssil e discutindo sua real importância.

Fonte:


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Capítulo 5: Uma Interpretação Dos Dados

Caso não tenha lido os capítulos anteriores clique aqui!

Mais tarde, quando se acalmou, Elena Morales decidiu não revelar o ataque dos lagartos. Apesar da cena horrível que presenciara, começou a temer que a criticassem por ter deixado o neném sozinho. Disse à mãe que o bebê morrera sufocado e registrou a morte nos formulários enviados a San José como SIMS — Síndrome Infantil da Morte Súbita. Tratava-se de uma síndrome de morte inexplicável em crianças recém-nascidas. Nada de especial. O relatório passou despercebido.
O laboratório da universidade de San José analisou a amostra de saliva retirada do braço de Tina Bowman, descobrindo uma série de fatos notáveis. Havia, como se esperava, um índice alto de serotonina. Mas entre as proteínas salivares foi identificada uma verdadeira monstruosidade: com massa molecular de um milhão e novecentos e oitenta mil, tratava-se de uma das maiores proteínas conhecidas. A atividade biológica ainda estava sendo estudada, mas aparentemente a proteína era um veneno neurotóxico similar ao veneno de cobra, embora mais primitivo em sua estrutura.
O laboratório também detectou quantidades ínfimas de hidrolase gama-amino metionina. Como esta enzima caracterizava experimentos de engenharia genética, não sendo encontrada em animais silvestres, os técnicos presumiram que se tratava de contaminação ocorrida no laboratório, e não se referiram a ela quando contataram o dr. Cruz, o médico de Puntarenas responsável pela remessa.
O fragmento de lagarto permaneceu no freezer da Universidade Colúmbia, esperando pela volta do dr. Simpson, o que ainda demoraria um mês. E as coisas teriam continuado neste pé, se uma técnica chamada Alice Levin não tivesse visto o desenho feito por Tina Bowman ao entrar no laboratório e perguntado:
—  Ah, quem desenhou este dinossauro?
—  O quê? — indagou Richard Stone, virando-se lentamente.
—  O dinossauro. Quem desenhou? Meu filho faz isso o tempo inteiro.
—  Isso é um lagarto — Stone disse. — Da Costa Rica. Uma menina de lá o desenhou.
—  Não. — Alice abanou a cabeça. — Olhe direito. Está claro. Cabeça grande, pescoço comprido, em pé nas patas traseiras, cauda grossa. É um dinossauro.
—  Não poderia ser. Tem só trinta centímetros.
—  E daí? Havia dinossauros pequenos também — Alice insistiu. — Acredite em mim, eu conheço. Tenho dois filhos, sou especialista nisso. Os menores dinossauros não chegavam a trinta centímetros. Tenissauros ou algo assim. Sei lá. Os nomes são impossíveis. Ninguém consegue guardar tais nomes depois dos dez anos.
—  Acho que não está entendendo — insistiu o dr. Stone. — Trata-se de um animal contemporâneo. O desenho chegou junto com um fragmento do espécime. Está no freezer agora. — Stone foi buscá-lo e despejou o conteúdo do saco sobre a mesa.
Alice Levin olhou o pedaço de perna e cauda congeladas e deu de ombros. Não o tocou.
—  Sei lá, para mim parece ser de um dinossauro. Stone balançou a cabeça.
—  Impossível.
—  Por quê? — Alice Levin perguntou. — Pode ser um remanescente, um sobrevivente, como dizem.
Stone continuou abanando a cabeça. Alice estava mal informada; não passava de uma técnica com excesso de imaginação que trabalhava no laboratório de bacteriologia, no final do corredor. Stone lembrou-se da época em que ela afirmara estar sendo seguida por um dos serventes...
—  Sabe — Alice prosseguiu —, se isso for mesmo um dinossauro, Richard, temos uma grande descoberta nas mãos.
—  Não é um dinossauro.
—  Alguém já verificou isso?
—  Não — Stone admitiu.
—  Bem, então levem a amostra ao museu de História Natural, por exemplo. É o que deveriam fazer.
—  Seria constrangedor.
—  Quer que eu o leve?
—  Não — respondeu Richard Stone. — Não quero.
—  Mas não vai fazer nada?
—  Nada mesmo. — Ele devolveu o saco ao freezer, batendo a porta. — Não se trata de um dinossauro e sim de um lagarto. E seja lá o que for, pode esperar pela volta do dr. Simpson de Bornéu! Ele vai identificá-lo. Chega deste assunto, Alice. O lagarto não será levado a lugar nenhum.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Baurusuchus

Dados do Animal:
Nome: Baurusuchus
Nome Científico:Baurusuchus salgadoensis
Época: Cretáceo
Local onde viveu: Brasil
Peso: Cerca de 80 quilos
Tamanho: 3,5 metros de comprimento
Alimentação: Onívora



O Baurusuchus foi um crocodilo encontrado na cidade de Bauru, interior do Estado De São Paulo. Ele viveu no Cretáceo há cerca de 90 milhões de anos atrás.

Cléssio Felício, um garoto de 13 anos, encontrou um dente no terreno próximo a sua escola em General Salgado, interior de São Paulo. Ele não identificou de que animal pertencia. Só descobriu que era um fóssil quando entregou o achado ao seu professor de Ciências João Tadeu Arruda.


Depois de várias pesquisas do material recolhido, em 2002 pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro e do Museu de Paleontologia de Monte Alto em São Paulo, resolveram então ir a General Salgado para realizar escavações. E tiveram sucésso, descobrindo:  arcadas, restos de ossos e 11 esqueletos quase completos. Com isso, os especialistas descobriram diversas características e informações sobre o novo crocodilo.

Ele pesava 80 quilos e tinha 3,5 metros de comprimento. Com as pernas mais longes do chão, comparado a outros crocodilos, ele era rápido e tinha forte investida, além de uma poderósa mandíbula. Passando mais tempo em terra do que em água, ele caçava em bandos pequenos, médios e grandes, podendo atacar os pequenos mamíferos da época e também pequenos dinossauros.



Fonte:
  • Átlas Virtual Da Pré-História

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Descobertos ninhos de dinossauros de 190 milhões de anos

Ninhos de dinossauros descobertos por uma equipa de paleontólogos no Parque Natural Golden Gate Highlands, na África do Sul, têm cerca de 190 milhões de anos e são os mais antigos de que há registo. Pertencentes à espécie massospondylus, dinossauros que viveram durante o período jurássico, os dez ninhos são 100 milhões de anos anteriores a todos os outros alguma vez encontrados.

Pequenas pegadas e fósseis de embriões encontrados no local sugerem que os primeiros dinossauros já seriam bastante cuidadosos com as suas crias, o que contribui para aumentar o conhecimento atual sobre a evolução destas criaturas e o seu comportamento durante a maternidade.

A investigação foi realizada por uma equipa liderada por Robert Reisz, da Universidade de Toronto Mississauga , e está publicada na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences" .

Primeiros dinossauros já tinham estratégias de nidificação

Segundo o estudo, a localização dos vários ninhos revela como os dinossauros da espécie massospondylus voltavam várias vezes ao mesmo local para colocar novos ovos, que as fêmeas dispunham de forma organizada, provando serem mães cuidadosas. Por sua vez, as pegadas encontradas indicam que as crias ficavam no ninho até crescerem pelo menos o dobro do tamanho inicial.

 "Estes ninhos mostram-nos pela primeira vez informação detalhada sobre a reprodução dos dinossauros no início do seu aparecimento e revelam já estratégias de nidificação apenas conhecidas em registos de dinossauros posteriores", explica David Evans, um dos autores do estudo e curador no Museu Royal Ontário , no Canadá, onde estes fósseis estarão expostos até maio.

Os primeiros fósseis da espécie massospondylus foram descobertos em 1853, na África do Sul, por Richard Owen, biólogo e paleontólogo britânico que, em 1842, adotou o termo "dinosauria" como representação dos grandes répteis que habitaram a Terra há milhões de anos.


Fonte:
  • Expresso
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